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sábado, 27 de outubro de 2012

10 mulheres hoje


         Hoje aconteceu o último encontro do nosso círculo de mulheres. O último dessa série! É importante dizer. Dez mulheres. Dez histórias, dez cantigas, dez caminhos que nos conduziram ao nosso encontro e agora dez milhões de possibilidades. Foram seis encontros em que conversamos, conversamos, conversamos, conversamos, gargalhamos, conversamos, choramos, conversamos, nos amamos, conversamos, comemos e bebemos, conversamos, conversamos, conversamos. 
         E hoje pra fim de conversa o assunto foi identidade. Como dever de casa, tínhamos que levar poemas que de algum modo falassem de nós mesmas. E como boas meninas que somos, assim, fizemos. Aí peguei todos e botei no Balaio. Poemas no Balaio. Além dos poemas, ganhamos um desenho lindo, feito pela Cris. Esse aí, olhe. Hoje sentimos falta de duas de nós: a outra Cris e a Aline. Fiquem logo boas, meninas. 
         Hoje, compartilho com você um pouco desse universo feminino, que me diz quem eu sou e me ajuda a inventar quem eu quero ser. 

Para vocês, mulheres desse círculo, nove carinhos e um só abraço!

IARA por Fernando Pessoa

“Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas,
que já tem a forma do nosso corpo,
e esquecer os nossos caminhos,
que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia...
e, se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre,
à margem de nós mesmos.”


ESTELA por Fernando Pessoa

EROS E PSIQUE

“Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.


Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.


A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.


Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.


Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.


E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,


E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.”



LIZ por ela mesma (é, a Liz não é mesmo muuuuito obediente)

“Posso escrever os versos mais tristes
esta noite
Como faria Neruda
Mas também posso falar banalidades
até o sol nascer

Já viu o Maradona jogar no estádio?
Eu já
Vi também o Hagi e o Figo
Na neve

Dancei frevo em Olinda
Carimbó no Pará
Fui atrás do trio elétrico

Fumei, bebi, cheirei
Baladei
Ganhei, perdi, investi
Fali

Também já estive no Hades,
contei?
Visito Perséfone, lanterna na mão
Procuro por mim

Mexo caldeirões
Ajudo a curar com lágrimas
Danço em roda pra salvar o mundo
Sigo tambores e xamãs

Vai encarar?”


CRIS por Elisa Lucinda

DOAÇÃO

“Não sei se te contei
mas há algum tempo sou minha
me adquiri num mercado
onde o escambo era da posse pela liberdade
me obtive numa dessas voltas da morte
me acolhi num desses retornos do inferno.
Dei banho, abrigo, roupas, amor enfim.
Adotei o meu mim
como quem se demarca e crava em si o mastro da terra à vista
a cheiro, a tato, a trato, a paladar e ouvido.
Não sei se te contei
me recebi à porta da minha casa
abracei, mandei sentar
Abracei eu mesma, destranquei a porta
que é preu sempre poder voltar.
Dei apenas o céu à sua legítima gaivota
Somos a sociedade
e ao mesmo tempo a cota
Visita e anfitriã
moram agora num mesmo elemento
juntas se ancoram
na viagem das eras
No novelo do umbigo
No embrião do centro
No colo do tempo.”


MILA por Rubem Alves

“Não haverá borboletas se a vida não passar por longas metamorfoses.”

        por Alberto Caeiro
“Sejamos simples e calmos
como os regatos e as árvores,
e Deus amar-nos-á fazendo de nós
belos como as árvores e os regatos,
e dar-nos-á verdor na sua primavera
e um rio aonde ir ter quando acabemos!...”


CÁSSIA por Manoel de Barros

“Não é por me gavar
           mas eu não tenho esplendor.
Sou referente pra ferrugem
           mais do que referente pra fulgor.
Trabalho arduamente para fazer o que é
                                       desnecessário.
O que presta não tem confirmação,
           o que não presta, tem.
Não serei mais um pobre diabo que sofre de
                                       nobrezas.
Só as coisas rasteiras me celestam.
Eu tenho cacoete pra vadio.
As violetas me imensam.”


RENATA por Candeia e Cartola

Preciso Me Encontrar

“Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
sorrir prá não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
sorrir prá não chorar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
sorrir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
sorrir prá não chorar...

Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir prá não chorar
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
sorrir prá não chorar...”


EU por Sá e Sérgio Magrão

Caçador de Mim

“Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me
fez assim

Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim

Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim


Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura


Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim”



domingo, 12 de agosto de 2012

“Eles passarão... eu passarinho”



        Quando conheci o Paulo, aquele do Bolinho de chuva, lembra?, ele me deu de presente dois outros livros. Quem não lembra pode passear entre os Poemas no Balaio, que encontrará lá uma postagem sobre esse livro dele. Pois sim, um dos livros era dele, que daqui a pouco vamos conhecer também, e o outro do Mario Quintana, “Lili inventa o mundo”, que é um livro de poemas de criança. E são alguns dos poemas desse livro, que trago hoje para embelezar o Balaio. Fiquei em dúvida quanto ao título da postagem. Pensei que poderia ser “Poemas fotografados”, já que todos estão fotografados, para a gente apreciar as ilustrações. Mas depois não resisti a usar a combinação mais linda dessas quatro palavras: eu, eles, passarão e passarinho, de autoria desse Poeta. Desejo a você uma semana bem poética e ilustrada. E para contribuir com esse desejo mais uma postagem de Poemas no Balaio, que também é uma sugestão de livro infantil, caso você esteja procurando algum.






















A CONFIÇÃO TRANSFIGURADA PELA ARTE
            Pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo. Nunca escrevi uma vírgula que não fosse confissão. (...) Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906, no rigor do inverno, temperatura: 
1 grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava complexado, pois achava que não estava pronto. Até que descobri que alguém tão completo como Sir Winston Churchil nascera prematuro. (...) Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que nunca acho que escrevi a minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de autossuperação. Um poeta sitisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! Sou é caladão, introspectivo.
              
               Mario Quintana ingressou no jornalismo em 1928, n’O Estado do Rio Grande do Sul. Mudou-se para o Rio de Janeiro, depois de ter participado da Revolução de 1930, retornando a Porto Alegre em 1936, onde trabalhou na Livraria do Globo (futura Editora Globo), traduzindo grandes nomes da prosa e da poesia internacional. No Correio do Povo tornou-se o grande cronista de Porto Alegre, cidade que muito amou até sua morte em 1994. 
 
 
OBS: A foto de Mario Quintana é de Dulce Helfer e a arte de Eduardo Okuno

domingo, 8 de julho de 2012

"João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili.."



                      Carlos Drummond de Andrade é o homenageado da Flip desse ano. Ai, ai, ai... Mais uma Flip que eu não fui. Mas do ano que vem, não passa! Me prometo. Por causa da Flip e porque Drummond é o grande homenageado, hoje no Balaio temos poemas desse grande itabirano mineiro brasileiro.
                      Drummond nasceu em 31 de outubro de 1902, em Itabira do Mato Dentro, Minas Gerais, filho dos fazendeiros Carlos de Paula Andrade e D. Julieta Augusta Drummond de Andrade. Talvez por causa da influência do primeiro colégio interno (Colégio Arnaldo, da Congregação do Verbo Divino) onde estudou, ou por destino mesmo, nunca foi muito chegado ao trato da terra. Logo, logo, manifestou sua preferência pelas letras. Parou de estudar em 1916 por problemas de saúde. No ano seguinte, passou a ter aulas particulares e em 1918 entrou no colégio interno Anchieta em Nova Friburgo. Mas aí, dois anos depois, foi expulso por “insubordinação mental”. O que poderia ser isso? Alguém pode me dizer? Desse colégio, Drummond guardou o jeito de andar contido, com os braços junto ao corpo e a cabeça baixa. De fato, insubordinação, só mesmo a mental! Eu não diria que ele foi uma pessoa insubordinada, mas me surpreendeu saber que Drummond recusou os convites para se tornar imortal como membro da Academia Brasileira de Letras. Mesmo sem a Academia ele se tornou imortal. E talvez de uma imortalidade mais imortal ainda. Boa leitura, boa semana. Aproveite os Poemas no Balaio!

 

Destruição

Os amantes se amam cruelmente
e com se amarem tanto não se vêem.
Um se beija no outro, refletido.
Dois amantes que são? Dois inimigos.

Amantes são meninos estragados
pelo mimo de amar: e não percebem
quanto se pulverizam no enlaçar-se,
e como o que era mundo volve a nada.

Nada, ninguém. Amor, puro fantasma
que os passeia de leve, assim a cobra
se imprime na lembrança de seu trilho.

E eles quedam mordidos para sempre.
Deixaram de existir mas o existido
continua a doer eternamente.

 

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

 

Quadrilha


João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.


No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.




Infância

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.

No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu… Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro… que fundo!

Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.



Confidência do Itabirano


Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.

A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.

De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
esta pedra de ferro, futuro o do Brasil,
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa…

Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Filosofemas


                 Os poemas dessa mulher, Viviane Mosé, conversam comigo no meu quarto mais íntimo. E depois que eu fiquei sabendo que ela escreve poemas para interferir no nosso cotidiano com a filosofia, aí foi que eu me apaixonei de vez. Pela poesia, pela mulher, pela história, pela ideia. Depois dos poemas está um vídeo em que Viviane explicita sua política da linguagem e defende o entendimento de que palavras são signos e não verdades. Conceber isso muda nosso jeito de nos comunicar. E você tem dúvida de que a comunicação é nosso maior desafio? Convido você a assistir e deixar-se contaminar com essas palavras e suas consequências. Depois, você encontra as informações biográficas, apresentadas no site da escritora, que eu chamo de Uma breve grafiacomvida. Que mais essa postagem de Poemas no Balaio aumente o nosso mundo. Bom feriado, boas palavras.



SEQUÊNCIA "POEMAS - TEMPO" - SEM TÍTULO

quem tem olhos pra ver o tempo soprando sulcos na pele
soprando sulcos na pele soprando sulcos?


o tempo andou riscando meu rosto
com uma navalha fina
sem raiva nem rancor
o tempo riscou meu rosto
com calma

(eu parei de lutar contra o tempo
ando exercendo instantes
acho que ganhei presença)


acho que a vida anda passando a mão em mim.
a vida anda passando a mão em mim.
acho que a vida anda passando.
a vida anda passando.
acho que a vida anda.
a vida anda em mim.
acho que há vida em mim.
a vida em mim anda passando.
acho que a vida anda passando a mão em mim


e por falar em sexo quem anda me comendo
é o tempo
na verdade faz tempo mas eu escondia
porque ele me pegava à força e por trás

um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo
se você tem que me comer
que seja com o meu consentimento
e me olhando nos olhos

acho que ganhei o tempo
de lá pra cá ele tem sido bom comigo
dizem que ando até remoçando


para uma nova gramática:

imagine um sentimento água. um sentimento árvore.
uma agonia vidro. uma emoção céu. uma espera pedra.
um amor manga. um colorido vento sul. um jeito casa
de ser. uma forma líquida de pensar. uma vida paredes.
uma existência mar. uma solidão cordilheira. uma
alegria pássaro em chuva fina. uma perda corpo.

acho que hoje acordei semente. tenho andado muito
temporal. minha irmã vive um momento tudo. a vida
às vezes transborda pelos poros. me atinge um estado
livro. aurora em meus joelhos. tem pessoas ponte.
algumas carregam a gravidade nas costas. já conheci
gente buraco negro. eu amo o instante limo. tem um
branco
em mim. a vida me urca. sofro de saudade anônima.
palavras me beijam a boca.

          





UMA BREVE GRAFIACOMVIDA

            “É capixaba e vive no Rio desde 1992. É psicóloga e psicanalista, especialista em “Elaboração e implementação de políticas públicas” pela Universidade Federal do Espírito Santo. Mestra e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autora do livro Stela do Patrocínio -Reino dos bichos e dos animais é o meu nome, publicado pela Azougue Editorial e indicado ao prêmio Jabuti de 2002, na categoria psicologia e educação. Organizou, junto com Chaim Katz e Daniel Kupermam, o livro Beleza, feiúra e psicanálise (Contracapa, 2004). Participou da coletânea de artigos filosóficos, Assim Falou Nietzsche (Sette Letras, UFOP, 1999). Publicou em 2005, sua tese de doutorado, Nietzsche e a grande política da linguagem, pela editora Civilização Brasileira. Escreveu e apresentou, em 2005 e 2006, o quadro Ser ou não ser, no Fantástico, onde trazia temas de filosofia para uma linguagem cotidiana.
            Como poeta, publicou seu primeiro livro individual em Vitória, ES, Escritos, (Ímã e UFES, 1990). Publicou, no Rio, Toda Palavra, (1997), e Pensamento Chão ( 2001), ambos reeditados pela Record em 2006 e 2007. E Desato (Record, 2006). Participou em 1999 do livro Imagem Escrita (Graal, 1999), coletânea de artistas plásticos e poetas, em parceria com o artista plástico Daniel Senise. Seus poemas foram tema da Coleção Palavra, de estilistas de Oestudio Costura, que desfilou no Fashion Rio de 2003. É autora dos textos poéticos da personagem Camila no filme Nome Próprio de Murilo Salles, (2008). Tem alguns de seus poemas musicados, é parceira da cantora Mart’nália em duas músicas, “Contradição” e “Você não mebalança mais”, que foram gravadas por ela e por Emílio Santiago, em seu último disco.
            Participou de diversos eventos de poesia como a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, Feira do Livro de Fortaleza, Feira do Livro de Porto Alegre, Festival de Inverno de Ouro Preto, Festival de Teatro de São José do Rio Preto, Rio Cena Contemporânea, Festival Carioca de Poesia, Bienal Internacional de poesia de Brasília, entre outros. Atualmente é sócia e diretora de conteúdo da Usina Pensamento e apresenta diariamente na Rádio CBN, junto com Carlos Heitor Cony e Artur Xexéu, em um dos programas de maior audiência da rádio, o Liberdade de Expressão. Ao mesmo tempo, como palestrante e consultora, dedica-se a pensar os desafios das novas lideranças e as novas relações de trabalho na sociedade do conhecimento.” (vivianemose.com.br)